Menu
Mais áudios com cobranças e ameaças na Sanepar ampliam pressão sobre Ratinho
Mais áudios com cobranças e ameaças na Sanepar ampliam pressão sobre Ratinho
Por Administrador
Publicado em 07/01/2026 19:27
SANEPAR
Mais áudios com cobranças e ameaças na Sanepar ampliam pressão sobre Ratinho

A crise da Sanepar ganhou um novo capítulo e aumentou a pressão política sobre o governador Ratinho Júnior (PSD). A oposição na Assembleia Legislativa divulgou mais áudios que trazem relatos de cobrança por cargos, expectativa de retorno político e declarações de tom ameaçador, ampliando as suspeitas sobre o uso político da estatal e elevando o grau de desgaste do Palácio Iguaçu.

 

As novas gravações foram apresentadas pelo deputado Arilson Chiorato (PT), líder da Oposição na ALEP e presidente estadual do PT. Segundo ele, o conteúdo exige apuração rigorosa e uma posição pública do governador, que até agora não se manifestou sobre o teor do material.

 

“Os áudios continuam surgindo, o conteúdo se torna mais grave, e até agora nenhuma palavra do governador. Queremos explicações”, afirmou Chiorato.

Cobranças por cargos e frustração política

O conteúdo mais recente divulgado nesta semana traz falas atribuídas a uma pessoa ligada ao ambiente político-administrativo do Estado. Em um dos trechos, há menções a valores gastos em campanhas eleitorais passadas, acompanhadas de frustração pela ausência de apoio político posterior.

 

O interlocutor sugere que esse apoio deveria ter se convertido em contrapartidas institucionais, como nomeações ou cargos, inclusive com referência à possibilidade de atuação como assessor parlamentar. Em outro momento, aparecem declarações que indicam perda de espaço político após o afastamento de funções públicas.

 

Para Arilson Chiorato, o conteúdo aponta para uma relação que precisa ser esclarecida. “O áudio sugere uma percepção de troca política. Cabe às autoridades apurar se isso ocorreu e em que termos”, afirmou.

 

Tom ameaçador eleva gravidade

Outro ponto sensível das gravações é o tom intimidatório de parte das falas. Há referências a possíveis prejuízos políticos a autoridades públicas e à existência de supostas provas capazes de provocar consequências institucionais, como a perda de mandato.

 

Na avaliação do líder da Oposição, esse aspecto eleva significativamente a gravidade do caso. “Quando surgem falas com conteúdo intimidatório, a apuração deixa de ser opcional e passa a ser obrigatória”, destacou.

 

Chiorato reforça que não há condenações prévias. “Não fazemos julgamentos. Defendemos investigação técnica, jurídica e transparente”, afirmou.

 

Escândalo em sequência

Desde antes do Natal, diferentes áudios vêm sendo divulgados, cada um acrescentando novas denúncias ao caso que envolve a Sanepar. As primeiras gravações trouxeram indícios de possíveis irregularidades eleitorais e suspeitas de uso indevido da estrutura da estatal.

 

Na sequência, novos materiais passaram a detalhar valores, contextos políticos e disputas internas, além de relatos que sugerem pressão por cargos e permanência em funções estratégicas. As gravações mais recentes acrescentam declarações mais agressivas, ampliando a repercussão política e institucional.

 

Para a oposição, não se trata de episódios isolados. “São vários áudios, divulgados ao longo das últimas semanas. Isso mostra uma progressão que não pode ser ignorada”, disse Chiorato.

 

Silêncio do governador

Apesar da divulgação sucessiva de novos áudios e do aumento da pressão política, Ratinho Júnior segue sem se manifestar publicamente sobre o conteúdo mais recente.

 

“O governador precisa vir a público e explicar o que está acontecendo na Sanepar. Enquanto surgem mais áudios, o governo se cala”, afirmou o líder da Oposição.

 

Providências e investigação

Arilson Chiorato informou que os novos áudios serão encaminhados aos órgãos de controle, incluindo Polícia Federal, Ministério Público, Procuradoria Regional Eleitoral, Tribunal de Contas do Estado e outros entes de fiscalização, para análise técnica e jurídica.

 

“Nosso papel é institucional. Vamos adotar as providências cabíveis e acompanhar os desdobramentos. Transparência é o mínimo esperado”, declarou.

 

Na semana do Natal, após a divulgação dos primeiros áudios, Chiorato e o deputado Requião Filho (PDT) já haviam protocolado representações formais junto à Polícia Federal, ao Ministério Público do Paraná, à Procuradoria Regional Eleitoral, ao Tribunal de Contas e à Comissão de Valores Mobiliários. Os pedidos solicitam abertura de procedimentos para apurar eventuais irregularidades eleitorais e administrativas ligadas à Sanepar.

 

Paralelamente, os parlamentares encaminharam requerimento de informações à Casa Civil, com base na Lei de Acesso à Informação, solicitando dados sobre contratos, nomeações, exonerações e as providências adotadas pelo governo estadual diante das denúncias.

 

Com novos áudios vindo a público e investigações sendo ampliadas, o caso Sanepar segue em escalada. A cada revelação, cresce a pressão sobre o Palácio Iguaçu para que o governo deixe o silêncio e apresente explicações à sociedade.

Comentários

Chat Online