Jacu, na gíria brasileira, é um termo frequentemente usado de forma pejorativa para descrever alguém ingênuo, caipira, tímido, desajeitado ou com falta de traquejo social. O termo remete a uma ave com o mesmo nome quase em extinção e comportamento arredio existente na Mata Atlântica.
Pois o caso da gíria parece se aplicar perfeitamente a um tal Lucas Bovolini Martins (ainda não se sabe se esse realmente é o nome dele) que ousou, em pleno Mês da Mulher, enviar uma mensagem totalmente absurda à deputada federal petista Carol Dartora, que não levou o caso na brincadeira e formalizou denúncia à Polícia Federal, dentre outros órgãos de segurança.
“Sua (…), você acha que pode ficar aí, defendendo esses direitos ridículos de minorias, e xxx com a vida dos euro-brasileiros? Você e suas amigas vagabundas do Partido dos Trabalhadores pensam que podem nos controlar, mas vocês estão muito enganadas. Você é uma vergonha para o nosso País. Você e essas feministas de merda acham que têm direitos iguais? Vocês são inferiores e sempre serão. E os viados e travestis? Eles que se danem. Eles não são normais e não merecem respeito. Eles são uma abominação. Então, (…) vou comprar uma passagem só de ida para a sua cidade. Vou te encontrar e fazer você pagar por cada palavra que você já disse. Vou te (…) até você não aguentar mais. Depois, eu vou te matar, fazer você sentir cada segundo de agonia. Vou fazer você sofrer como nunca sofreu antes. Você vai morrer, (…)”.
Este é o conteúdo integral da mensagem, postada supostamente do exterior logo após Carol Dartora, primeira mulher negra eleita deputada federal pelo Paraná, protocolar dois projetos de lei voltados ao enfrentamento da violência digital contra as mulheres, um propondo medidas para combater a chamada misoginia digital e outro para tipificar e coibir a associação criminosa voltada à prática desse tipo de violência nas redes sociais.
Convenhamos: prisão é o mínimo para esse jacu sem penas e quase nada de massa encefálica! (Foto: Divulgação)