A equipe conseguiu desenvolver uma estratégia para tornar o milho mais tolerante às baixas temperaturas.
O estudo, divulgado pela Xinhua News Agency em parceria com a TV BRICS, detalha um mecanismo que amplia a resistência ao frio e melhora a absorção de fósforo.
A pesquisa foi publicada em periódico científico internacional.
Tradicionalmente sensível ao frio, o milho sofre redução de crescimento em ambientes de baixa temperatura.
Além do impacto térmico, a planta enfrenta dificuldade para absorver fosfatos, nutrientes essenciais ao desenvolvimento.
A descoberta foi conduzida pelo Laboratório Estatal de Resistência das Plantas a Estresses Ambientais da Universidade Agrícola da China.
Os cientistas identificaram a proteína NLA como peça-chave na resposta ao estresse.
Segundo o professor Yang Shuhua, o mecanismo natural atua como uma balança biológica. A proteína protege contra o frio, mas limita simultaneamente a absorção de fosfatos pelas raízes.
Para contornar esse impasse, a equipe recorreu à inteligência artificial e à edição genética. O resultado foi a criação de uma versão modificada da proteína, capaz de equilibrar proteção térmica e eficiência nutricional.
O material híbrido desenvolvido demonstrou maior tolerância a ambientes frios. Ao mesmo tempo, apresentou melhor aproveitamento do fósforo disponível no solo.
Os autores indicam que a mesma abordagem poderá ser aplicada a outros nutrientes, como o nitrogênio. Isso abre caminho para variedades agrícolas mais resilientes diante das mudanças climáticas.
Caso a tecnologia avance para aplicação comercial, regiões com invernos rigorosos poderão ampliar o cultivo de milho. A inovação tem potencial para redefinir estratégias de segurança alimentar em escala mundial.
