Republicanos lança Alexandre Curi ao governo do Paraná
O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), Alexandre Curi, assinou nesta quarta-feira (1º), em Brasília, a filiação ao Republicanos e saiu do ato com o nome empurrado pelo novo partido para a disputa pelo Palácio Iguaçu. A cerimônia ocorreu com o presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, e com o presidente estadual, deputado federal Pedro Lupion.
A “Travessia do Rubicão” encerra o primeiro tempo do suspense sobre sua saída do PSD, do governador Ratinho Junior. No ato, Curi disse que o Republicanos participará da eleição majoritária “com o meu nome como pré-candidato ao Governo do Estado” e afirmou que não trabalha com plano B.
Nas redes sociais, o deputado tentou baixar a temperatura do gesto. Disse que inicia “um novo capítulo” e que a decisão “não representa ruptura”, sustentando que seguirá contribuindo com o projeto político que governa o Paraná.
A saída ocorreu porque o relógio eleitoral apertou e Ratinho não entregou a resposta que Curi esperava. A janela partidária vai até sexta-feira (3), período fatal para filiação aos que disputarão cargos eleitivos em outubro. Segundo apuração do Blgo do Esmael, Curi esperou uma indicação para ser o nome do PSD ao governo, ela não veio, e o Republicanos virou a rota para manter viva a pré-campanha.
Politicamente, a mudança dá a Curi algo que ele ainda não tinha nesta sucessão: voo próprio. Presidente da ALEP e em sexto mandato consecutivo, ele deixa o partido do governador com um abrigo disposto a bancar sua entrada na corrida majoritária desde já.
Agora começa o segundo tempo da disputa. As convenções partidárias serão realizadas de 20 de julho a 5 de agosto, e os pedidos de registro de candidatura terão de ser apresentados até 15 de agosto. Até lá, a tendência é de canibalismo entre os aspirantes do grupo palaciano, com Curi no Republicanos, Greca no MDB e outros nomes ainda sob tutela de Ratinho no PSD.
Quem agradece é Sergio Moro (PL). O senador já entrou no no PL com candidatura mais nítida, enquanto o grupo do Palácio Iguaçu segue preso à demora, à dispersão e à disputa interna por um mesmo espólio político.
A filiação desta quarta não fecha a sucessão de 2026 no Paraná. Ela apenas muda o eixo do problema: Alexandre Curi deixou de ser um nome em compasso de espera para virar um ator com autonomia partidária, palanque próprio e mais liberdade para cobrar definição de Ratinho. O suspense acabou no PSD. A briga, agora, ficou maior fora dele.
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