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Gleisi liga ameaça a Dino à campanha de ódio da direita
Gleisi liga ameaça a Dino à campanha de ódio da direita
Por Administrador
Publicado em 19/05/2026 07:12
POLITICA
Gleisi liga ameaça a Dino à campanha de ódio da direita

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) saiu em defesa do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (18), depois de ele relatar ter sido alvo de ameaça feita por uma funcionária de companhia aérea em um aeroporto de São Paulo. O caso levou o presidente do STF, Edson Fachin, a cobrar civilidade e respeito democrático.

Gleisi afirmou que Dino tem sua solidariedade pelo ataque sofrido e vinculou o episódio ao ambiente de ódio político alimentado pela extrema-direita desde a campanha de Jair Bolsonaro em 2018. A fala foi publicada nas redes sociais da parlamentar e reforçou a tese de que a intimidação contra autoridades do Judiciário não pode ser tratada como excesso individual sem consequência pública.

Segundo relato de Dino, a funcionária viu seu nome em um cartão de embarque, disse a um agente da polícia judicial que tinha vontade de xingá-lo e depois acrescentou que seria “melhor matar do que xingar”. O ministro não divulgou o nome da funcionária, da companhia aérea nem a data exata do episódio.

Dino afirmou que decidiu tornar o caso público porque a ameaça, em sua avaliação, ultrapassa o campo pessoal. O ministro disse que empresas que lidam com o público precisam promover campanhas internas de educação cívica, sobretudo em ano eleitoral, para impedir que divergência política vire risco a consumidores, funcionários e passageiros.

A reação de Gleisi colocou o episódio dentro da disputa política maior. Para a deputada paranaense, a linguagem e os métodos da extrema-direita “envenenam a democracia”. Ela também defendeu que não haja indulgência com golpistas condenados e afirmou que o Brasil não quer impunidade nem campanhas de ódio.

O ponto sensível da declaração está aí. Gleisi não tratou a ameaça como fato isolado de balcão de aeroporto. Ela amarrou o caso ao ciclo de radicalização que transformou ministros do STF em alvos permanentes de hostilidade política, especialmente depois das decisões da Corte sobre ataques às instituições democráticas.

Fachin também reagiu em nota. O presidente do STF manifestou solidariedade a Dino e afirmou que divergência de ideias não pode abrir espaço para ódio, violência ou agressão pessoal. A manifestação deu peso institucional ao episódio e retirou o caso do ruído comum das redes sociais.

O alerta de Dino às empresas tem consequência prática. Se uma funcionária de setor sensível, como o transporte aéreo, verbaliza ameaça contra um passageiro por sua atuação pública, o problema não fica restrito à política. Entra no campo da segurança, da prestação de serviço e da responsabilidade empresarial.

Para a esquerda, a fala de Gleisi também serve como recado às vésperas da campanha de 2026. A deputada tenta fixar a ideia de que anistia, ataques ao STF e relativização do 8 de Janeiro fazem parte da mesma cadeia política. O alvo não é apenas o agressor eventual, mas o ambiente que autoriza a agressão.

A direita bolsonarista, por sua vez, terá dificuldade para tratar o episódio como simples “liberdade de expressão”. A frase atribuída à funcionária fala em morte, não em crítica política. Esse limite é o que separa divergência democrática de ameaça.

O caso ainda depende de eventual apuração formal, caso Dino ou a Polícia Judicial encaminhem providências. Até aqui, o fato confirmado é o relato público do ministro, a solidariedade de Fachin e a manifestação política de Gleisi. Não há identificação pública da funcionária nem da empresa aérea.

A democracia não exige concordância com ministro, partido ou governo. Exige que ninguém seja ameaçado por exercer cargo público, votar diferente ou consumir um serviço.

A ministra Gleisi Hoffmann leva ações do Novo PAC Saúde a municípios do oeste do Paraná nesta sexta-feira (6).

 
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