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Operação da PF mira esquema de milícia digital ligado a ex-prefeito de Macapá e desvio milionário
Operação da PF mira esquema de milícia digital ligado a ex-prefeito de Macapá e desvio milionário
Por Administrador
Publicado em 26/05/2026 08:50
POLITICA
Investigação aponta que uma milícia digital, financiada com dinheiro da Prefeitura de Macapá, sustentou uma rede para promover o ex-prefeito da capital e atacar adversários. A Polícia Federal cumpre mais de 30 mandados nesta terça-feira (26) em Macapá, Belém (PA) e Canela (RS).

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (26), a operação Palanque Digital contra uma milícia digital que, segundo as investigações, desviou mais de R$ 25 milhões dos cofres públicos. Entre os alvos dos mais de 30 mandados de busca e apreensão estão políticos, influenciadores, jornalistas, ex-secretários de governo, uma agência de publicidade e seus sócios, em Macapá (AP), Belém (PA) e Canela (RS).

De acordo com a PF, a milícia digital atua há quatro anos e é financiada com recursos da Prefeitura de Macapá, com o objetivo de promover o ex-prefeito Dr. Furlan (PSD), a esposa dele e atacar adversários.

Prefeitura de Macapá — Foto: Josi Paixão/g1

Furlan foi afastado cargo na operação da PF do dia 4 de março que investiga suspeita de fraude em licitação e desvio de recursos na obra de cerca de R$ 70 milhões do hospital municipal. No dia seguinte à operação, ele renunciou ao cargo de prefeito e se lançou como pré-candidato ao governo do Estado.

A investigação identificou, até agora, mais de R$ 25 milhões em contratos de publicidade institucional da Prefeitura que foram usados para autopromoção e ataques a opositores. Além dos contratos, há indícios de que pessoas ligadas à milícia digital também eram nomeadas em cargos de várias secretarias municipais como forma de pagamento pelas divulgações.Ainda de acordo com a investigação, entre os alvos da milícia estavam até senadores e um ministro do Supremo TribunalFederal (STF)Segunda fase da Operação Paroxismo da Polícia Federal no Amapá — Foto: Polícia Federal/divulgação

Inteligência artificial

Os investigadores descobriram o de uso de inteligência artificial para criar imagens, vídeos, áudios manipulados e deepfakes. Também foram identificados conteúdos de cunho homofóbico usados nos ataques.

 

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