Em agosto de 2000, um Boeing 727 da antiga Vasp foi sequestrado assim que decolou do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba e desviado para Porecatu, no Norte do Paraná, onde os criminosos retiraram dele nove malotes do Banco do Brasil contendo cerca de R$ 5,5 milhões em espécie.
O líder dessa operação criminosa, uma das mais ousadas da história da aviação brasileira, era Gerson Palermo, também conhecido pelos apelidos de “Pigmeu” e “Germano” e que foi preso nesta terça-feira (26), nada menos que 26 anos mais tarde, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.
Exclusivamente por aquele crime ele foi condenado à revelia a 66 anos e 9 meses de prisão, mas por conta de outros processos sua condenação total chegou a um total de 126 anos.
Apontado como chefão do PCC (Primeiro Comando da Capital) em Mato Grosso, Palermo era monitorado desde 1980 em investigações relacionadas ao narcotráfico e deverá ser extraditado nos próximos dias para o Brasil a fim de ser colocado em um presídio de segurança máxima. (Foto: Divulgação polícia boliviana)