A crise climática também é um problema social urgente:
Novos alertas para um planeta cada vez mais quente. Assim; falar de mudanças climáticas significa falar de serviço público.
Fortalecer o serviço público e preservar o meio ambiente não são despesas que podem esperar. São medidas para proteger vidas.
Enchentes de um lado. Seca e queimadas de outro. Calor extremo, rios em níveis críticos, perda de plantações e cidades despreparadas para enfrentar eventos cada vez mais frequentes e intensos.
No Brasil, durante o El Niño de 2023-2024, enquanto o Rio Grande do Sul sofreu com chuvas intensas e enchentes, a Amazônia registrou uma seca histórica.
O El Niño de 2026 vem sendo apontado como potencialmente um dos mais intensos já registrados desde o início das medições modernas, na década de 50. Por sua intensidade prevista e por seus possíveis impactos, o fenômeno vem sendo comparado ao El Niño de 1877–1878, cujas consequências foram brutais em diversas partes do mundo, particularmente na China, na Índia e no Nordeste brasileiro.
Quase 150 anos depois, o mundo é outro. Hoje, as economias estão profundamente interligadas. Com isso, uma crise climática em determinada região pode atravessar fronteiras rapidamente.
Mas, assim como ocorre com terremotos, uma seca ou uma chuva extrema não atinge todas as pessoas da mesma maneira. Para quem vive em moradias precárias, áreas sujeitas a enchentes e deslizamentos ou depende dos rios e da terra para sobreviver, os riscos são muito maiores.
Enfrentar a emergência climática exige escolhas. De um lado estão políticas que tratam proteção ambiental, ciência, servidores e serviços públicos como gastos que precisam ser reduzidos. Do outro está a defesa de um Estado capaz de planejar, prevenir e proteger a população.