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Debate na TV, em modelo ultrapassado
Debate na TV, em modelo ultrapassado
Por Administrador
Publicado em 19/10/2026 12:45
Curtas.
Debate na TV, em modelo ultrapassado

Debate na TV, em modelo  ultrapassado:

A migração do debate público da TV para as redes sociais e aplicativos de mensagens deveria ter alertado também a estrutura dos debates na televisão, mas, não serviu para as redes de televisão enchergar que estão tocando piano enquanto o navio afunda.

Com regras modernas, mediadores experientes poderiam confontar respostas e cobrar verdades com tecnologia de identificação de mentiras em tempo real.

Fingir normalidade onde ela não existe, é enganar-se. O debate entre Flávio Bolsonaro e Lula, na TV Bandeirantes, reforçou o que já sabemos, o formato morreu. 

Ele ainda serve para dar audiência aos veículos de imprensa que transmitem, relatam e analisam, e como estúdio gratuito de produção de cortes de vídeos pelas campanhas.

Diante de um espetáculo vulgar, alheio ao objeto real das eleições, muita gente mudou de canal.

Flávio, apresentou comportamento de adolescente que quer fazer graça, com o único objetivo de bagunçar o debate, tinha tudo para explorar falhas do governo de Lula, em réplica mostrar e se comprometer com a solução.

Não conseguiu - "esqueceu o que realmente estava em debate, o Brasil", - pois lhe faltaram respostas e perguntas a altura do cargo em disputa, sobraram agressividade e arrogância.

O melhor momento foi Lula desafiá-lo a abrir, juntos, seus sigilos bancário e telemático. Flávio, óbvio, não topou.

Discutir quem ganhou, quem apanhou ou quem deu o golpe mais baixo é aceitar um espetáculo que premia a mentira, o deboche e a baixaria, em vez das regras exigir a informação e compromisso ao futuro Republicano.

A imprensa fatura, as campanhas abastecem suas redes, as torcidas comemoram e os analistas distribuem medalhas. "O eleitor continua sem respostas".

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