Crime organizado no comércio de combustíveis pode ter CPI
Crime organizado no comércio de combustíveis pode ter CPI
Por Administrador
Publicado em 02/04/2025 10:01 • Atualizado 02/04/2025 10:30
POLITICA

A gravíssima denúncia do envolvimento de organizações criminosas na compra e venda de combustíveis no Paraná ganhou destaque no plenário da Assembleia Legislativa e pode motivar a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito). O tema foi levantado na Casa pelo deputado Delegado Tito Barichello, que anunciou a intenção de coletar assinaturas dos parlamentares e criar o grupo especial de trabalho a fim de mergulhar na investigação do problema.

Os fatos chegaram ao conhecimento do Parlamento por meio da Comissão de Fiscalização da Assembleia Legislativa do Paraná e Assuntos Municipais. Em reunião na segunda-feira (31), o presidente da Paranapretro, Paulo Fernando da Silva, explicou que quadrilhas adulteraram combustíveis com a mistura de nafta (produto bastante semelhante à gasolina, mas bem mais barato) com metanol (produto proibido no Brasil).

Ainda no encontro, foram expostos dados do relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicando que o crime organizado faturou R$ 61,5 bilhões com a venda de combustíveis adulterados no País somente em 2024, valor quatro vezes superior ao lucro com o tráfico de cocaína, por exemplo.

"O presidente da Paranapetro informou que organizações criminosas estão comprando e vendendo combustível no Estado, causando problemas de concorrência desleal. Além de legisladores, somos fiscalizadores e temos o dever de agir para não incorrer no crime de prevaricação", disse Barichello. "O instrumento que dá poder de polícia investigatória é a CPI, com possibilidade de intimar, pedir busca e apreensão, solicitar prisões temporárias e preventivas. É nossa obrigação instaurar e apurar todas essas denúncias", reforçou.

Segundo o parlamentar, também houve denúncias de que uma grande rede de combustíveis no Paraná seria comandada pelo PCC (Primeiro Comando da Capital). "É algo muito grave que diz respeito a toda a sociedade. Vou iniciar a coleta da assinatura dos deputados para que possamos alcançar a participação de um terço dos membros da casa e iniciarmos esse procedimento investigatório, que tem como objetivo trazer a legalidade ao Paraná", explicou.

Uma vez criada, a CPI, que poderá atuar também durante o recesso parlamentar, terá prazo de 120 dias, prorrogável por até a metade, por uma única vez, mediante deliberação do plenário, para conclusão de seus trabalhos. (Foto: Marcelo Camargo/AGBR)

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