O feijão é uma cultura de extrema importância para o Brasil, sendo um dos alimentos básicos no cardápio da população. O Paraná possui condições climáticas favoráveis e uma estrutura agrícola bem desenvolvida, o que permite uma produção significativa de feijão com alta qualidade e com maior produtividade. Em 2025 o Estado confirmou a condição de maior produtor de feijão do País, com cerca de 25% do total nacional, e estabeleceu um novo recorde, com quase 865 toneladas colhidas nas duas safras.
O Paraná também se destaca quando o assunto é o desenvolvimento de cultivares de feijão. Segundo indicadores do Controle de Produção de Sementes e Mudas, do Ministério da Agricultura e Pecuária, nas últimas duas safras foram implantados no Brasil 17.822 hectares de campos de produção de sementes de cultivares de feijão do grupo comercial carioca, e 14.337 hectares de campos de sementes de feijão do grupo comercial preto. As cultivares paranaenses representaram praticamente 40% desse total.
Para o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, os números refletem um modelo de produção consolidado no Paraná. “Somos o estado mais sustentável do Brasil e o que mais produz por metro quadrado no mundo, resultado de investimento contínuo em tecnologia, pesquisa e gestão eficiente, e isso também se confirma de forma clara na cadeia do feijão. Quando somamos todos esses fatores o resultado é o aumento da renda para o produtor rural”, afirma.
Já para o diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, com essa participação, o Estado reafirma sua posição como a principal instituição de melhoramento genético de feijão do Brasil. “O IDR-Paraná tem essa expertise de desenvolver cultivares que se ajustem às condições da nossa gente, dos nossos agricultores, e hoje não é só uma referência estadual, é uma referência nacional. Por isso que o IDR, através da sua pesquisa, é reconhecido no Brasil inteiro. Na cultura do feijão isso ocorre também dessa forma”, comenta. (Foto: Divulgação Seab)