O quarto poder?
A Igreja Universal do Reino de Deus ingressou na Justiça para solicitar isenção tributária sobre um helicóptero avaliado em cerca de 7 milhões de dólares, (aproximadamente R$ 35 milhões). O modelo, um Bell 429 WLG com capacidade para até sete passageiros, tornou-se o centro de um processo que tramita sob sigilo no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3).
Esse é mais um caso que chama atenção para o contexto da ascensão das igrejas evangélicas no Brasil. Em 1970, os evangélicos representavam 5,5% da população. Hoje, já se aproxima de 27%, segundo dados do IBGE. Entre os fatores apontados para essa expansão está justamente a imunidade tributária concedida às organizações religiosas, um mecanismo previsto para garantir a liberdade de culto, mas que, na prática, permite a acumulação de patrimônio, a operação de estruturas financeiras robustas sem a incidência de impostos comparáveis aos de empresas privadas, mais recente caso (Lagoinha/Banco Master) como lavagem de dinheiro ilícito.
Além do impacto econômico, esse modelo também se conecta ao campo político.
O fluxo financeiro das instituições religiosas frequentemente se articula com o apoio a candidaturas alinhadas a "seus interesses", fortalecendo uma bancada evangélica expressiva no Congresso Nacional, hoje composta por 209 deputados e 26 senadores.
Covarde?
Sergio Moro (PL) evita responder sobre temas centrais enquanto tenta se viabilizar ao Governo do Paraná.
O senador vem sendo questionado pela ausência de posicionamento sobre assuntos que impactam diretamente a vida da população, como Copel, Pedágio, Porto, Sanepar, Segurança pública entre outros temas, faz de conta não existir, para ele, "expõe cinismo gritante".
No cenário eleitoral de 2026, a coerência e trajetória precisam ser critérios para o eleitor. Não é possível ignorar debates estruturais durante anos e tentar ocupá-los apenas no período eleitoral.
O Paraná precisa de clareza, compromisso e responsabilidade com o futuro. O momento exige posicionamento firme de quem quer governar!
73% indefinidos:
O governador Ratinho Junior PSD afirmou que pesquisas eleitorais não foram determinantes para a escolha de Alex Pedágio PSD como pré-candidato ao Governo do Paraná em 2026.
Na fala, Ratinho Jr. citou um dado do Instituto Paraná Pesquisas para contextualizar o momento da pré-campanha: cerca de 73% da população ainda não sabe em quem vai votar para governador. Segundo ele, a etapa atual é voltada à organização dos partidos, com filiações e a construção dos nomes que irão disputar a eleição.
O governador disse ainda que a tendência é que o eleitor passe a acompanhar mais o cenário quando as candidaturas forem oficializadas e avaliadas nas convenções partidárias, previstas para julho, considerando histórico, prestação de serviço e currículo dos candidatos. Sobre a composição da chapa, Ratinho Jr. afirmou que o nome do vice ainda será “construído” e que há outros partidos participando das conversas para a aliança.
25% de R$ 3.8 milhões:
O ex-secretário das Cidades de Ratinho Jr (PSD), Guto Silva, teria recebido 25% de um contrato no valor total de R$ 3.800.000,00 Três milhões e oitocentos mil reais = (R$ 950.000,00 Novecentos e cinquenta mil reais em propina).
Do contrato destinado à aquisição de unidades para treinamento virtual de tiro para a Polícia Civil, em 2019. A informação está em uma denúncia feita em 2022 ao Ministério Público do Paraná (MPPR), que gerou uma ação na Justiça. Nessa quinta-feira (16 de abril), o jornalista Lauro Jardim, do jornal “O Globo”, informou que a Justiça determinou a quebra do sigilo bancário da EBTS (Empresa Brasileira de Treinamento e Simulação Ltda), vencedora da concorrência.

