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Curtas
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Por Administrador
Publicado em 26/04/2026 11:12
Curtas.
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Fazenda com asfalto: 

 

O governo do Paraná custeará o recapeamento asfáltico da estrada que leva ao distrito Vila Nilza, no município de Iporã, noroeste do Paraná. No ano passado, o governador Ratinho Jr. comprou uma fazenda no distrito.

O governador também é dono de alguns aviários instalados em outro imóvel de Iporã.

O empreendimento é vizinho de instalações semelhantes montadas por seu chefe de gabinete, Darlan Scalco, e de outros dois ex-integrantes do governo estadual (Marcel Micheletto e João Biral Júnior). 

 

Os quatro amigos adquiriram juntos o imóvel-mãe em 2022, que posteriormente foi dividido.

Há registros de cinco imóveis que o chefe de gabinete do governador adquiriu na região desde 2021.

Convênio para o asfalto n° 37/2025-SEIL Estado/ município de Iporã.

Pavimentação estrada da Vila Nilza:

Valor do convênio: 

(R$ 7.141.907,44).

 

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Mau. Expulso do EB:

 

O Superior Tribunal Militar autorizou o compartilhamento de documentos sobre a ficha corrida de Jair Bolsonaro nas Forças Armadas. 

As informações são base para o julgamento que irá decidir se Bolsonaro será expulso do Exército por causa da condenação por tentativa de golpe de Estado.

Jair Bolsonaro foi Tenente no EB - "Exército Brasileiro", recebeu promoção para Capitão "da reserva" - por ocasião do afastamento das fileiras do Exército e foi ele próprio quem solicitou os documentos de sua trajetória para a defesa no processo. 

Em que os documentos vão ajudar? Não se sabe. 

 

"Bolsonaro no Exército não é ficha limpa".

Indisciplina, desrespeito à hierarquia e subversão marcaram os anos do Tenente Jair Bolsonaro no Exército, nos anos 1980. 

No prontuário elaborado pelo Centro de Inteligência do EB-Exército Brasileiro, em 1990, e que integra o acervo do Arquivo Nacional que está disponível, para consulta, constam vários problemas. 

 

Insubordinado, há registros de planejamento de explosão de bombas em quartéis para pressionar por melhores salários.

O pedido de expulsão do Tenente, que recebeu o posto de "Cap-Reserva" - (um procedimento previsto no EB para oficiais que saem para a reserva, independente do motivo). Foi apresentado em fevereiro deste ano pelo Ministério Público Militar, após a condenação pelo Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe, atentado contra o estado democrático de direito: Constituição Federal.

De acordo com a Carta Magna do Brasil o oficial das Forças Armadas pode ser expulso no caso de condenação criminal superior a 2 anos de prisão. 

O ex-presidente, Cap-Reserva foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, pelos crimes "contra a pátria".

 

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Risco e caos anunciado: 

 

A possível entrada do senador Sérgio Moro PL na disputa pelo Governo do Paraná reacende um debate importante: experiência técnica no Judiciário é suficiente para enfrentar a complexidade da gestão pública estadual?

Moro está preparado para ser governador do estado ou a função exige mais que trajetória de juiz federal?

Conhecido por sua atuação na Operação Lava Jato, Moro construiu uma imagem ligada ao combate à corrupção e à condução de processos de grande repercussão. 

 

Sua trajetória como juiz foi marcada por decisões rápidas, técnicas; mas, revestidas de gigantes dúvidas sobre sua ética e compromisso de imparcialidade, sendo descrito como um magistrado meticuloso e tendencioso em casos de crimes financeiros a decidir e condenar "sem provas cabais".

A mesma operação que o projetou também foi alvo de críticas ao longo dos anos. Especialistas apontaram controvérsias, incluindo questionamentos severos sobre procedimentos adotados e decisões posteriormente revistas e "nulas" em instâncias superiores.

 

Além disso, órgão como o (CNJ) Conselho Nacional de Justiça chegou a abrir investigações administrativas sobre aspectos da condução da Lava Jato, ampliando o debate sobre limites institucionais.

Com a anulação de suas decisões, ficou provado sua atuação "parcial" e de compor um plano "macabro, repugnante", que visava retirar Lula da disputa democrática à presidência da República naquele ano. Como tirou; foi a única forma para Bolsonaro vencer às eleições, Moro foi cúmplice.

 

Diante desse histórico, surge uma questão central: governar um estado exige habilidades, honestidade, ética, princípios... diferentes das exigidas na magistratura - "que ele praticou". 

A política envolve articulação, negociação, gestão de interesses diversos e construção de maiorias — um ambiente onde decisões não são unilaterais, mas coletivas e, muitas vezes, condicionadas por alianças, inclui classes.

Outro ponto relevante é o grau de aceitação política. Lideranças e analistas já apontaram dificuldades de Moro no relacionamento no meio político, o que pode impactar a governabilidade, especialmente em cargo executivo que depende de diálogo constante, diversos.

 

O debate, portanto, não deve se limitar à figura do ex juiz que ganhou notoriedade, mas sim ao político que se apresenta para administrar um estado com desafios econômicos, sociais e estruturais complexos.

A pergunta que fica para o eleitor paranaense é direta: "a experiência jurídica 'revestida de dúvidas' por si só, prepara um candidato para liderar um estado, ou a ausência de trajetória consolidada na política pode representar um risco, o caos administrativo???

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