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Meio/Ideia põe Lula na casa dos 40% no Sul e acende farol para Gleisi e Requião Filho no Paraná
Meio/Ideia põe Lula na casa dos 40% no Sul e acende farol para Gleisi e Requião Filho no Paraná
Por Administrador
Publicado em 06/05/2026 16:14
POLITICA
Meio/Ideia põe Lula na casa dos 40% no Sul e acende farol para Gleisi e Requião Filho no Paraná

A pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (6) mostra Lula (PT) com 39,5% no Sul em eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que aparece com 50,9% na região. O número não muda a vantagem bolsonarista no recorte, mas coloca o presidente na casa dos 40% no território mais difícil para o lulismo e abre uma janela política no Paraná para Gleisi Hoffmann (PT) ao Senado e Requião Filho (PDT) ao governo, desde que a frente progressista trabalhe unidade, palanque e voto útil.

No quadro nacional, Lula lidera a estimulada de primeiro turno com 40%, contra 36% de Flávio Bolsonaro. Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 5,6%, Romeu Zema (Novo) tem 3%, Ciro Gomes (PSDB) registra 2,3%, Augusto Cury (Avante) marca 1,5%, Renan Santos (Missão) soma 1,4% e Aldo Rebelo (DC) fica com 0,8%. Pela margem de erro de 2,5 pontos percentuais, a eleição aparece apertada, mas ainda polarizada entre lulismo e bolsonarismo.

O levantamento ouviu 1.500 eleitores por telefone entre 1º e 5 de maio, tem nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-05356/2026-BRASIL. Pesquisa é fotografia, não sentença. Ainda assim, fotografia de eleição serve para mostrar quem está dentro do quadro e quem ainda aparece do lado de fora.

No segundo turno nacional, Flávio marca 45,3% contra 44,7% de Lula. É empate técnico, mas com enorme efeito político: o filho de Jair Bolsonaro já aparece como adversário competitivo direto do presidente. Contra Caiado, Lula faz 44,7% a 40%. Contra Zema, 44% a 39%. Contra Ciro, 44% a 34,5%.

O recorte do Sul merece atenção especial porque costuma ser tratado pela direita como território cativo. A pesquisa mostra Flávio à frente, mas Lula preserva quase quatro em cada dez votos. Para a política paranaense, isso é combustível. Uma candidatura presidencial com esse piso regional pode irrigar campanha ao Senado, fortalecer chapa ao Palácio Iguaçu e reduzir o isolamento da esquerda no estado.

É aí que entram Gleisi e Requião Filho. O Blog do Esmael já mostrou que o lançamento político das pré-candidaturas de Gleisi ao Senado e de Requião Filho ao governo do Paraná está previsto para 30 de maio. Se a largada for apenas protocolar, a direita agradece. Se virar palanque unificado de Lula, com PT, PDT, PCdoB, PV, PSB e movimentos sociais remando na mesma direção, o jogo fica menos confortável para o bloco conservador.

O ponto central não é vender ilusão. Flávio Bolsonaro lidera no Sul por 11,4 pontos no cenário testado. O ponto é que Lula não está no porão eleitoral da região. Com 39,5%, ele aparece com base suficiente para organizar uma campanha majoritária estadual que converse com trabalhadores urbanos, pequenos agricultores, servidores, juventude, periferia metropolitana e eleitores cansados do pedágio político da direita paranaense.

No Paraná, Gleisi tem uma vantagem que poucos nomes do campo progressista possuem: identificação nacional com Lula e capilaridade partidária. Mas Senado não se ganha apenas com crachá de Brasília. A eleição de 2026 terá duas vagas, disputa pesada, máquinas locais e candidaturas de direita tentando surfar no anti-STF e no antipetismo. O voto lulista precisa virar voto de chapa, não apenas simpatia dispersa.

Requião Filho, por sua vez, carrega sobrenome conhecido, discurso estadualista e conexão com a crítica aos pedágios, tema que nunca saiu do bolso do paranaense. O desafio é converter lembrança em confiança de governo. Se a campanha ficar isolada no PDT, encolhe. Se for abraçada por uma frente progressista real, ganha musculatura para disputar o segundo turno e amarrar a eleição estadual à nacional.

A pesquisa também mostra o tamanho do problema para Lula. A aprovação do governo está em 44%, enquanto a desaprovação chega a 53%. Quando perguntados se o presidente merece outro mandato, 44% dizem sim e 52% dizem não. Ou seja, Lula tem voto, mas ainda não tem vento. No Sul, essa contradição fica mais aguda: o presidente tem presença eleitoral, mas enfrenta ambiente majoritariamente hostil.

A segurança pública aparece como a pior vitrine do governo federal no levantamento, com apenas 17,7% de avaliação ótima ou boa e 56,1% de ruim ou péssima. Na economia, a avaliação negativa soma 47,1%. Para a oposição, é munição. Para Lula e seus aliados no Paraná, é aviso: campanha regional não sobreviverá apenas com memória afetiva, precisará falar de custo de vida, emprego, dívida, segurança e serviços públicos.

Há, porém, uma pauta social com alto rendimento: o fim da escala 6×1 tem apoio de 73,7% dos entrevistados. Se o projeto do governo for aprovado, 46% dizem que isso melhora a avaliação de Lula. No Sul industrial, comercial e de serviços, essa bandeira pode conectar a eleição presidencial com a vida concreta de quem trabalha sábado, domingo e feriado para fechar as contas.

A leitura é simples e dura. Lula ainda perde no Sul para Flávio Bolsonaro, mas não desaparece. Esse quase 40% é trincheira, não troféu. Para Gleisi e Requião Filho, a pesquisa Meio/Ideia indica que existe chão eleitoral. Falta transformar chão em estrada, estrada em palanque e palanque em unidade.

Continue acompanhando os bastidores da política e do poder pelo Blog do Esmael.

Requião Filho pode surfar na 6×1
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