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Flávio Bolsonaro busca Trump contra BolsoMaster
Flávio Bolsonaro busca Trump contra BolsoMaster
Por Administrador
Publicado em 25/05/2026 09:24
POLITICA
Flávio Bolsonaro busca Trump contra BolsoMaster

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tenta levar a crise do Banco Master para Washington, onde busca uma agenda com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sem confirmação pública da Casa Branca e com o desgaste provocado por sua ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro ainda aberto na política brasileira.

O Blog do Esmael informou que Flávio Bolsonaro procura uma reunião com Trump nos Estados Unidos, segundo duas fontes, enquanto sua pré-campanha tenta reagir ao impacto do caso Master. A reportagem também registrou que a assessoria do senador não comentou a possível visita à Casa Branca.

Esse detalhe é o ponto político da história. Flávio Bolsonaro não tem, por enquanto, uma reunião oficialmente confirmada por Washington. Tem uma tentativa de agenda, uma crise doméstica e uma aposta conhecida do bolsonarismo: transformar problema interno em palanque externo.

A crise começou a pesar quando veio à tona a relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. O senador admitiu ter tratado com o banqueiro de recursos para um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas sustenta que a negociação ocorreu por contrato privado e nega irregularidade.

O problema para Flávio Bolsonaro é que a explicação não encerrou o dano político. O Blog do Esmael informou que Lula passou a liderar o senador no segundo turno por 47% a 43% no Datafolha, depois da exposição do caso Master. O número deu forma eleitoral a uma desconfiança que já circulava nos bastidores da direita.

A busca por Trump tenta produzir outra imagem. Em vez de responder no Brasil sobre Vorcaro, Banco Master e filme, Flávio Bolsonaro tenta aparecer como interlocutor internacional da direita. É a velha operação de troca de cenário: sai o banco quebrado, entra a fotografia com o líder estrangeiro.

A Casa Branca, porém, não funciona como cartório de pré-campanha brasileira. Sem confirmação formal, a ida aos Estados Unidos pode virar trunfo ou constrangimento. Se houver encontro, Flávio Bolsonaro venderá a agenda como selo de força internacional. Se não houver, ficará a impressão de que viajou atrás de uma bênção que não saiu do papel.

No Paraná, a conta chega antes da foto. A festa do deputado federal Filipe Barros (PL), marcada para sexta-feira (29) em Curitiba, já nasceu como demonstração de força da direita local e virou ponto de teste para o BolsoMaster. O Blog do Esmael já mostrou que o evento reúne Flávio Bolsonaro, Filipe Barros e aliados da chapa que tenta reorganizar o campo conservador no estado.

O senador Sergio Moro (PL), pré-candidato ao governo do Paraná, o ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros precisam medir o custo de carregar Flávio Bolsonaro no palanque local. A direita paranaense quer voto, estrutura e militância nacional, mas o caso Master passou a cobrar explicação junto com o abraço.

Esse é o efeito político que a viagem não apaga. Trump pode render manchete, vídeo, corte de rede social e aplauso no núcleo duro. Mas a eleição no Paraná será disputada em Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Ponta Grossa e Foz do Iguaçu, onde o eleitor verá a fotografia internacional junto com a pergunta sobre Vorcaro.

A festa de Filipe Barros, antes tratada como evento de afirmação da nova direita paranaense, pode virar vitrine do problema. Quem subir no palanque com Flávio Bolsonaro aceitará, na prática, dividir o risco da crise. Quem faltar será lido como aliado que prefere distância enquanto o caso Master ainda queima.

Flávio Bolsonaro tenta usar Trump como boia política, mas a corda passa pelo Paraná. Se a direita local comprar a operação sem ressalva, Moro, Deltan e Filipe Barros entram no pacote do BolsoMaster. Se tentar separar palanque estadual de crise nacional, terá de explicar por que o candidato presidencial do grupo virou visitante incômodo tão cedo na largada de 2026.

A fotografia em Washington, caso exista, não responde sozinha à pergunta brasileira. O que pesa para a direita do Paraná é simples: Flávio Bolsonaro quer trocar desgaste interno por palco externo, mas o Banco Master continua sentado à mesa da campanha.

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